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O Filho e a Mãe |
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Durante a manhã de um dia de meados da década de oitenta, recebo um telefonema de uma pessoa amiga, que me diz:
- A minha mãe necessita de receber transfusões de sangue. Como sabes, ela pertence a um grupo de sangue muito raro. Peço-te que me ajudes. De imediato, contactei pessoas responsáveis pelo serviço de Sangue de um Hospital, colocando-lhes o problema. Responderam-me que dispunham de algumas unidades de sangue do referido grupo sanguíneo. De seguida, trataram-se dos trâmites legais para a transferência do sangue para o local onde se encontrava a doente. Já noite, o filho que havia feito o pedido, vai visitar a mãe doente que, naquele preciso momento, estava a receber o sangue que corria de uma bolsa para as suas veias, através de um tubo e qual não é o seu espanto e emoção ao ler na referida bolsa o seu nome. Afinal, a sua mãe recebeu o sangue que ele próprio havia generosamente e anonimamente doado uns dias antes.
Nota do editor:
Relato de caso verídico por promotor de dádiva perfeitamente identificado. No início da década oitenta, era prática habitual a inscrição do nome ou iniciais do dador na bolsa de sangue.
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